Santo Antônio ... Guardo os seus sorrisos de hoje para os lembrar amanhã na caixinha do meu coração... E sim por eles tudo, sempre e onde for preciso, mesmo com saudades do pó, do São João da feira de verão e do Sol imenso que me abafava a respiração ... Isso e outras coisas que se guardam na memória do ser, e que no intervalo das searas e das papoilas, nos definem mais e pesam mais na verdade do momento.
sábado, 18 de junho de 2016
Arraiais da vida
Nunca tive jeito para arraiais, bandeiras e manjericos. São coisas da vida, adoro Lisboa , mas Lisboa não me comprou a alma e os santos populares destas bandas nunca foram para mim, mais do que uma boa noite de amigos ... Talvez seja pelo meu pé pesado ou pelo facto de apesar de muito longe em distância me sentir de alma alentejana ... Prefiro um bom bailarico sem sardinha ou com a sardinha a distância 😄, um bom pôr do sol ou uma noite rock de oitenta. Mas os filhos trazem nos destas coisas, fazem-nos novos, fazem-nos velhos e assim, aqui estou eu a fazer-me amiga de i
Santo Antônio ... Guardo os seus sorrisos de hoje para os lembrar amanhã na caixinha do meu coração... E sim por eles tudo, sempre e onde for preciso, mesmo com saudades do pó, do São João da feira de verão e do Sol imenso que me abafava a respiração ... Isso e outras coisas que se guardam na memória do ser, e que no intervalo das searas e das papoilas, nos definem mais e pesam mais na verdade do momento.
Santo Antônio ... Guardo os seus sorrisos de hoje para os lembrar amanhã na caixinha do meu coração... E sim por eles tudo, sempre e onde for preciso, mesmo com saudades do pó, do São João da feira de verão e do Sol imenso que me abafava a respiração ... Isso e outras coisas que se guardam na memória do ser, e que no intervalo das searas e das papoilas, nos definem mais e pesam mais na verdade do momento.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Postal dos Açores
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No meio do atlântico há uma ilha especial, São Miguel. Uma ilha em bruto e perdida na memória dos que lá moram e que nunca viram a sua terra de outra cor.
Chegamos. Devagar e já na estrada vemos o verde engolir a paisagem dos quilómetros que vão desaguar no azul do céu e no azul do mar. Aqui a Natureza é rainha de tudo , é o super herói, o Deus maior, a luz que os homens seguem. Prados e mais prados, verde claro e mais verde escuro, apenas interrompidos por manchas pretas e brancas e tratores colossais. O "paraíso das vacas", podemos ler assim que aterramos nas "chegadas", eu diria que é muito mais do que isso, poderia dizer-se que aqui é também o paraíso do olhar, há uma espécie de purificação que se sente no ar e nos envolve os pés enquanto caminhamos. Sente-se a paz, mas para mim só se sente a paz porque ninguém faz questão que se sinta outra coisa, os açores não estão abertos ao mundo, parecem estar...mas não estão. O Turismo cansa os Açoreanos, o turismo estrangeiro, deixa-os nauseados e fartos, quando chega a Setembro sentem-se quase aliviados e sentem como nós nos sentimos quando regressamos de uma viagem, sentem que regressaram a casa, mas aqui sem nunca ter saído na realidade... Estive aqui há 20 anos, e se em 20 anos pouco, muito pouco mudou, continuamos a ter uma reserva natural a perder de vista, no meio de abruptos lagos estonteantes, outrora crateras,com as 4 estações do ano num dia e o nevoeiro de sempre.
Há mais um hotel, nas Furnas, junto à lagoa, com águas termais e que nos lavam a alma e o espirito, sentem-se os fumos e a água de nascente é gaseificada...pode quase abandonar-se o corpo nestes refúgios secretos, deixar a alma descansar no meio dos penhascos verdes que se erguem em volta, coroados pelas nuvens...
Cataratas e lagos de água tépida, estâncias balneares improvisadas e um ilhéu que dizem é dos mais bonitos do mundo, a servir de praia em época balnear e cheio de peixes que nadam num fundo que já foi lava... Todos devíamos conhecer o açores, a sua beleza vale muito mais do que 1000 milhões de palavras ou textos, mas é tudo, pois também todos deveríamos conhecer a Madeira e a sua capacidade de receber o mundo de braços abertos.
Aos meus filhos.
O despertador volta a tocar frenético, depois de um final de dia cheio de emoções, alegria,choro, euforia e medo. Hoje acabam as férias de Verão, ao seu ritmo, cheias de sorrisos, deixam flashes de calor, sal e cloro.
A confusão do costume, as mochilas colossais, as pessoas de sempre, e vocês muito mais empenhados que eu, em chegar ao destino, ao longe ficam no vosso lugar e acenam docemente.
O que me importa no meu coração apertado, não é só que aprendam, é "que sejam felizes a aprender como Platão e livres como Sartre", que sintam e que partilhem, que saibam dar a mão a quem precisa, que sonhem e nunca deixem de sorrir... A escola hoje não vê antes de mais a nossa individualidade, somos nós que a temos que defender e ser o que somos no meio da diversidade. Não devia haver angústia nem medo na escola, devia haver liberdade e respeito por cada um, pois cada um merece ser tratado como um ser humano único e valioso. Apenas assim seremos homens que sabem sentir e ser amanhã.
Hoje não houve foto, preferimos guardar as emoções das imagens nos nossos corações.
Se puderem sejam livres, sonhem e sintam e depois aprendam, a mãe e o pai estão aqui, para vos abraçar quando precisarem.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Remexer no sotão: A Unidade na diversidadeAos meus 34 anos o Natal...
Remexer no sotão: A Unidade na diversidade
Aos meus 34 anos o Natal...: A Unidade na diversidade Aos meus 34 anos o Natal continua a ser a época que mais sentimentos me desperta. Consigo sentir o frio dos corr...
Christmas@soul
A Unidade na diversidade
Menino Jesus: "Pano, Papel e Companhia", a arte nas mãos de quem a entende o espirito e assim o recria.
Aos meus 34 anos o Natal continua a ser a época que mais sentimentos me desperta. Consigo sentir o frio dos corredores e o calor das brasas debaixo mesa, as brincadeiras infindáveis, o Pai Natal a descer da chaminé, o presépio em cascata qual escultura humana e pequenina, que labuta entre o musgo e os rios de papel de prata, o sabor dos folhados de galinha e o calor do forno de lenha, dos jogos de cartas... Sabe-me a boca a perú e a caldo com hortelã, sabe-me o furto a bolinhas prateadas da coroa de bolo real, a fios de ovos e a frutas do bolo rei.
Ainda consigo sentar-me nos sofás que já não são meus e cruzar as pernas pequeninas, olhar as minhas golas e os xadrez dos calções e dos "kilts" com alfinete.
Sinto aqui perto a alegria de correr e de esperar, de pertencer ao meio dos corações feitos de terra e de tradição e que me deixaram as melhores e mais doces memórias. Consigo se quiser subir a escadaria de granito e tirar fotos divertida e muito amiga dos meus óculos de armação cor de rosa e azul claro, do meu cabelo com franja e bandolete.
Há coisas que nunca mudam e que a nossa memória se encarrega de imortalizar e fazer correr debaixo da nossa pele.
O Natal é das crianças, mas também é do espirito de família, de cedências, de amor incondicional, de afastamento de fantasmas e rectidão de postura... o Natal não surgiu para gerar a discórdia ou medir forças, sobre quem prevalece sobre quem e de que forma, o Natal não foi feito em casas separadas, em telhados de vidro, mas na simplicidade de uma cabana e na palha.
Pobre de espirito aquele que usa o maior momento de união onde se põem de lado as crenças e feitios para o bem comum, a união na diversidade, para medir forças, pois isso apenas mostra a sua fraqueza e que Deus lhe perdoe tamanha fraqueza e insensatez.
Para mim as memórias são minhas e ninguém mas tira, as imagens e palavras que contam a história fazem-no com a mesma paixão e espirito de sempre.
A Lareira ainda lá está e a mesa dos doces, o sorriso grisalho e as notas certas e melodiosas de uma orquestra... por acaso numa orquestra os músicos têm todos o mesmo instrumento ?? ...
No meu coração cabe isto e muito mais, cabe a verdade e a paz de espirito, cabe a memória eterna e os brilhos dos arranjos de Natal, cabe o coração do meu marido e dos meus filhos, dos meus pais e de todos os que lá quiserem estar, porque o meu coração está aberto a ceder, a amar, a aceitar e compreender com um sentido de justiça que me ensinaram desde tenra idade. Claro que a vida é feita de cedências, mas amar é isso mesmo, abrir espaço para a diferença e só a aceitação da diferença faz a união. Disse.
Queridos pais obrigada por estarem sempre ao nosso lado, com uma rectidão exemplar e que só doí a quem tem medo de ser feliz.
Para si Avó, uma inspiração todas as horas dos meus dias. Para os meus filhos e marido que iluminam todos os Natais como sangue do meu sangue e espalham sorrisos muito mais que presentes.
O meu Natal será sempre branco, cheio de velas e paz, enquanto eu puder e o Menino nos acompanhar de longe.
Menino Jesus: "Pano, Papel e Companhia", a arte nas mãos de quem a entende o espirito e assim o recria.
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