Faz tempo que não escrevia... Mas Paixões e “desamores” da vida subsistem em quem tenta ser o mais fiel possível ao seu âmago.
Sempre tentei concertar os meus ímpetos e as minhas incertezas, e de uma forma ou de outra tenho conseguido afastar me de energias negativas e maus olhados. Mas há dias em que o nosso interior nos puxa com uma força desmesurada e nos faz comportar de formas que nós próprios não nos reconhecemos, falhamos e só vimos depois. A angústia instala se na noite dentro e nem a perspectiva de um dia feliz, nos alicia a água dos olhos. Parece que tudo para ali naquele momento e tudo é cinzento escuro e frustrante. Nem brilho de estrelas, nem o rodar da chave para ir dar uma volta na rua a esta hora despida te confortam. Todos dormem e estás sozinha contigo no espaço que embora cheio, te pareça incrivelmente vazio e perdido...
5h e depois de alguma luta, cedes ao sono de olhos cansado e vermelhos de explicações que não queres dar a ti própria, nem queres assumir aos outros... Ainda barafustas e tentas conforto no sono dos teus filhos mas o conforto apesar de ser grande à vista, de uma maneira cega pesa-te no peito. Os lençóis estão frios e tu tens calor, dói-te a ferida que te deixaram inacabada e mais as palavras que disseste ou que julgas ouvir.
Procuras o teu perdão, mas não encontras nem rezando nem tentando ser cristã nas tuas preces. Desejas ser outra personagem embora estejas muito grata por tudo o que te chegou até hoje...
Amanhã será outro dia. Amanheces e ainda te azeda na garganta a noite escura, talvez hoje possas refazer o ponto mais claro onde tinhas ficado e seguir em frente com o amor de sempre e a tua perseverança, complacência contigo que também precisas e o teu perdão, talvez o sol e o calor te aqueçam de novo a pele e te lancem de novo no caminho. Talvez as searas verdes e as oliveiras carregadaste tragam o conforto de voltarem ao teu trilho.
Deus tem certezas, nós expectativas.

Querida, tão querida.
ResponderEliminarCaminhas e os teus pés ainda não se colam ao espaço que pisas, como a areia molhada pelas ondas.
Falando de Mar...por vezes a sua vastidão assusta-nos, pára a respiração... porém, se nos centrarmos no ponto que pisamos que é só nosso e onde nós somos e existimos, as dimensões aproximam-se!
Somos nós com os nossos encontros e desencontros que normalmente são mais intensos dentro de nós próprios, dentro dos nossos pensamentos e discussões interiores que por vezes nos avassalam e nos tiram a liberdade de olhar confiantes e de vez, para a frente, com determinação!
É necessário pensarmos como a nossa determinação em relação aos factos que nos engolem, pode ser um ponto de partida para nos estimarmos em detrimento das" minudências "que invadem estupidamente o nosso pensamento.
Descobri recentemente como tudo pode ser um pouco mais fácil se nos disponibilizarmos a estar mais centrados naqueles e no que verdadeiramente nos interessa...o resto são assuntos a tratar...burocracia humana ou/e de guichets.
Leva tempo, precisa de tempo mas está inteiramente ao nosso alcance determinarmos como pensamos nos nossos problemas, eles podem ser"trampolins ou transtornos. Podem afundar-nos ou fazer-nos começar a voar".
Não querida, não dou lições e estou vulnerável, como tu. Nos últimos tempos tenho-me agarrado mais a mim ( sempre com a tua mão a ageitar-me o cabelo ), posso ajudar-te a ageitar um pouco o teu, voltei a sentir mais energia, rejuvenesci as ideias e a esperança guia-me para o futuro."É no Presente que se constrói o Futuro", verdade! De vez em quando tropeçamos...é a vida?! mas a força está dentro de nós, temos que treinar sem medo do infinito do Mar. Sem sufocar.
Toda a minha admiração e ternura. Sempre.
“Cogito ergo Sum”. ❤️
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